Curiosidades

5º filiado da Associação de Futebol do Porto
No ano de 1921, o Sporting Clube de Coimbrões foi o 5º Clube a filiar-se na Associação de Futebol do Porto.

O Jazigo do Sporting Clube de Coimbrões
O Sporting Clube de Coimbrões é proprietário do jazigo 342 da 3ª Secção, situado na esquina das Ruas 3 e 10, do Cemitério de Santa Marinha. O jazigo é composto por uma sepultura em pedra, com seis pilares laterais (três de cada lado, ligados entre si por barras de ferro retorcido) e um pilar central na cabeceira, com cerca de três metros de altura, suportando uma bola, também em pedra. A meio deste pedestal está o emblema do Clube, encimado por cinco castelos e um trombeteiro. Neste jazigo encontram-se sepultados os atletas Albino Resende, falecido em 1 de Abril de 1934, e José Oliveira Ângelo, falecido em 31 de Agosto de 1939.

Szabo, um Treinador para dois Clubes
No inicio da prática desportiva, o Campeonato da Associação de Futebol do Porto era disputado de forma diferente da actual: a Divisão de Honra e as Reservas. O Coimbrões, que fazia parte da Divisão de Honra, jogava portanto com o Futebol Clube do Porto, que era sempre o campeão, o Boavista, o Salgueiros, o Leixões, o Leça, o Progresso, etc.. Era treinador do FC Porto um húngaro de nome Szabo; Manuel da Silva Reis, então tesoureiro da Associação de Futebol do Porto, conseguiu que ele treinasse também os jogadores do Coimbrões, que para esse efeito tinham de deslocar-se ao Campo do FC Porto, na Constituição, e por isso o Coimbrões podia brilhar. Ganhava a todos os Clubes e perdia apenas com o Porto e o Leça.

Que grande equipa!
Nos tempos áureos do Sporting Clube de Coimbrões, a nossa equipa era constituída por: Pessegueiro, Maximino (cap.), Eduardo Carmo, Abel, Costa, Silvestre, Luís Felix, Paredes I, Paredes II, Avelino e Peres.

Inauguração do Parque Silva Matos
A inauguração do Parque Silva Matos ocorreu em 1945, tendo-se efectuado um jogo entre o Sporting Clube de Coimbrões e o Futebol Clube de Gaia, que terminou com o resultado de 5- 1 a nosso favor.

1928/29 – Extraordinária época desportiva!
Para dar a conhecer aos mais novos e relembrar os mais velhos, recordamos os resultados do Campeonato de Portugal da Época 1928/29: 
S.C.Coimbrões 1 x 0 Ermezinde Magestic 
S.C.Coimbrões 4 x 2 Ramaldense F.C. 
S.C.Coimbrões 2 x 2 Grémio Prosperidade do Candal 
S.C.Coimbrões 1 x 0 Grémio Prosperidade do Candal 
S.C. Coimbrões 3 x 0 Leixões S.C. 
Com estes resultados, o Coimbrões ficou apurado para disputar a fase seguinte do Campeonato de Portugal, tendo-lhe cabido como adversário o Sporting Clube de Portugal, campeão do ano anterior. Com uma extraordinária exibição da nossa equipa, poderíamos ter regressado de Lisboa com uma vitória, não fora a desastrosa exibição do nosso guarda-redes, que nos levou à derrota por 6-3, perante tão valoroso adversário.

Convocatórias por jornal
Na época de 1922/23, a convocatória para os jogos era feita por anúncio no Jornal O Comércio do Porto, assinada pelo capitão Júlio, que julgamos tratar-se de Júlio Eduardo de Almeida, fundador e jogador.

Golo e toca o sino
Com o titulo “Tocava o Sino quando era golo”, o nosso conterrâneo e antigo jogador da equipa principal do S.C. Coimbrões, Joaquim Duarte (Pancadinhas) dizia o seguinte: “Não será inédito – desconhecemos se algum dia já se viu semelhante – mas era verdade que o sino da capela tocava alegremente quando o Coimbrões marcava golo. Remonta aos anos trinta e nem há mistério. As badaladas ecoavam povoação além, associando-se aos aplausos dos “furiosos”. Era o Tio Júlio, como bom adepto, que se associava à festa do golo, qual Quasímodo acariciando a sua amada nos campanários de Notre Dame. Aos sucessos do Coimbrões juntava-se uma claque entusiasta e o Tio Júlio da capela não o era menos, quando se dependurava na corda do sino maior e tocava alegremente quando era golo do Coimbrões, por isso mesmo festejadíssimo.”

O Vilanovense nasceu em Coimbrões
Em Maio de 1914, foi fundado em Coimbrões o Vilanovense Foot-Ball Club, que era constituído fundamentalmente por estudantes. Começaram por uns pontapés na bola num terreno existente na actual Rua Fernandes dos Anjos e continuaram com um campo perto da Fábrica do Fojo, acabando por, em 1922, deslocar-se para o Parque Soares dos Reis, sua actual “casa”.